Lembra da temporada passada? O Liverpool, jogando por uma quádrupla, empurrando o Manchester City até o último minuto pelo título da Premier League, vencendo duas copas domésticas. Aquele time parecia invencível. Agora, após uma derrota sem brilho por 2 a 1 na FA Cup para o Brighton, e ocupando a nona posição na tabela da liga, 10 pontos atrás dos quatro primeiros, está claro que aquele time se foi. E não é apenas um momento ruim. Não é uma fase ruim; é algo mais profundo.
O maior problema? O meio-campo. Olha, podemos falar sobre as falhas defensivas de Trent Alexander-Arnold ou Virgil van Dijk não sendo o mesmo sem um parceiro confiável. Mas a sala de máquinas quebrou completamente. Fabinho, antes o principal meio-campista defensivo da Inglaterra, parece perdido. Ele foi driblado mais vezes nesta temporada (1,5 vezes por 90 minutos) do que em qualquer uma de suas campanhas anteriores no Liverpool. Thiago Alcântara, com toda a sua beleza com a bola, não consegue cobrir o campo como antes, e Naby Keïta ou Jordan Henderson simplesmente não estão entregando consistentemente. Contra o Brighton em 29 de janeiro, Pascal Groß e Alexis Mac Allister os fizeram de bobos. O meio-campo do Brighton completou 90% de seus passes, encontrando constantemente espaço entre as linhas do Liverpool.
**O Problema da Pressão**
Toda a filosofia de Jürgen Klopp gira em torno do gegenpress, certo? Ganhar a bola no alto, sufocar os adversários. Mas nesta temporada, os números contam uma história brutal. As pressões bem-sucedidas do Liverpool por 90 minutos caíram de 33,7 na temporada passada para 28,9 nesta temporada. Isso é uma queda significativa. Os times estão passando por eles com muita facilidade. A intensidade não está lá, e isso começa na frente. Mohamed Salah, embora ainda marque alguns gols (7 na liga), não está voltando com a mesma ferocidade de antes. Darwin Núñez, apesar de toda a sua energia caótica, não é um pressionador natural como Roberto Firmino em seu auge. E Cody Gakpo, ainda se adaptando, não pode consertar isso da noite para o dia.
É o seguinte: a idade alcançou áreas-chave, e o clube não reagiu rápido o suficiente. Henderson tem 32 anos. Fabinho tem 29 e parece ter 35. James Milner tem 37. Você não pode operar um sistema de alta octanagem com um núcleo envelhecido e esperar o mesmo desempenho. É como tentar vencer uma corrida de Fórmula 1 com um carro cheio de pneus carecas. As rodas estão girando, mas não há tração. E as lesões, especialmente de Luis Díaz e Diogo Jota, não ajudaram. Mas mesmo quando esses caras estavam em forma, o meio-campo ainda estava sendo superado.
**A Teimosia de Klopp**
Minha opinião controversa? Klopp tem sido muito leal. Ele se apegou a jogadores que já passaram do auge ou simplesmente não são mais bons o suficiente. Naby Keïta chegou por £52 milhões em 2018 e teve um bom período. Alex Oxlade-Chamberlain, outro jogador com altos salários, raramente está em forma e é ainda menos eficaz. A estratégia de transferências do Liverpool no meio-campo tem sido desconcertante. Eles precisavam de um meio-campista de primeira linha há 18 meses, e não o contrataram. Eles compraram uma passagem de avião para Aurélien Tchouaméni para Madri. Agora, estão pagando o preço. Isso não é apenas má sorte; é uma falha no recrutamento em um momento crucial.
O Liverpool terminará fora dos seis primeiros nesta temporada. Anote. Klopp precisa de uma reformulação completa, não apenas alguns ajustes, para que eles voltem a competir por títulos.