Sejamos realistas. Quando a notícia de que Zach Wilson estava indo para Nova Orleans em um contrato de um ano foi divulgada, muitas pessoas provavelmente se surpreenderam. Wilson, a segunda escolha geral no draft de 2021, assinando com os Saints depois de três anos turbulentos com os Jets? Não é exatamente o movimento bombástico que muda o equilíbrio de poder da NFC South. Mas é interessante.
A questão é que os Saints precisam de algo por trás de Derek Carr. Jameis Winston se foi, para Cleveland. Taysom Hill ainda é Taysom Hill – um canivete suíço, não um puro pocket passer. Wilson, mesmo com todas as suas dificuldades, traz uma certa linhagem. Ele começou 12 jogos pelos Jets em 2023, completando 60,1% de seus passes para 2.271 jardas, 8 touchdowns e 7 interceptações. Esses não são números de Pro Bowl, nem de longe, mas são uma base. Ele ainda tem apenas 24 anos.
Os Jets eram um lugar difícil para qualquer jovem quarterback, muito menos para um escolhido em segundo lugar geral. Wilson herdou um time que fez 2-14 em 2020. Seu ano de calouro, 2021, o viu lançar 9 touchdowns e 11 interceptações em 13 jogos como titular. A linha ofensiva era uma porta giratória, e a chamada de jogadas muitas vezes parecia desconexa. Lembra-se daquele jogo de 2022 contra os Patriots, onde ele completou apenas 9 de 22 passes para 77 jardas? Foi brutal de assistir. A pressão em Nova York é imensa, amplificada pelo constante escrutínio da mídia. Ele nunca teve realmente uma chance de respirar.
Olha, eu acho que os Jets estragaram o desenvolvimento dele desde o primeiro dia. Eles o jogaram no fogo sem rede de segurança. Eles contrataram um coordenador ofensivo, Mike LaFleur, que estava aprendendo no trabalho. Então eles trouxeram Aaron Rodgers, efetivamente colocando Wilson no banco e criando uma dinâmica estranha no vestiário. Foi um circo. O cara precisava de um novo começo, longe dos holofotes e dos intermináveis debates sobre "ele é um fracasso?". Nova Orleans oferece isso.
Então, o que Nova Orleans ganha? Eles ganham um quarterback que ainda tem talento no braço. Wilson mostrou lampejos, mesmo em Nova York. Seu passe longo, quando preciso, pode ser bonito. Ele também correu para 221 jardas em 2023, mostrando algum atletismo. Ele não vai tirar Carr do lugar, a menos que Carr imploda completamente, mas ele é uma opção de backup legítima. E é barato. Um contrato de um ano significa baixo risco para os Saints. Se não der certo, eles seguem em frente no próximo ano com um impacto financeiro mínimo.
Para Wilson, esta é uma chance de recomeçar. Ele não terá o peso de uma franquia inteira em seus ombros. Ele pode aprender com um veterano como Carr e com o coordenador ofensivo Klint Kubiak. O ataque dos Saints, com armas como Chris Olave, Rashid Shaheed e Alvin Kamara, é certamente mais estável do que qualquer coisa que ele teve consistentemente em Nova York. Se ele acabar jogando, a pressão estará lá, claro, mas não será o mesmo tipo de pressão sufocante que ele enfrentou com os Jets. Ele precisa refinar sua tomada de decisão, pura e simplesmente. Ele precisa reduzir os passes de herói que se transformam em interceptações.
Sério: o lado positivo para os Saints aqui não é um Super Bowl. É sobre encontrar um backup competente que, em um mundo perfeito, poderia recuperar parte do potencial que o tornou a segunda escolha. Talvez ele se desenvolva em um ativo de troca no futuro. Talvez ele se torne um QB2 confiável por muitos anos. Não se trata de Wilson se tornar o próximo Drew Brees. Trata-se de encontrar valor em um jogador que foi descartado.
Minha opinião? Este movimento faz mais sentido para Zach Wilson do que para os Saints. Ele consegue um lugar tranquilo para reconstruir sua carreira. Os Saints ganham um bilhete de loteria. Acho que ele joga mais de 3 jogos em 2024 pelos Saints.