É o seguinte: Mohamed Salah não é apenas mais um nome na lista do Liverpool; ele é um monumento. Desde que chegou em 2017 por uma pechincha de £34 milhões, ele marcou 211 gols em 349 jogos, ganhou uma Champions League, um título da Premier League e três Chuteiras de Ouro. Sugerir que sua possível saída para a Saudi Pro League é apenas um rumor de transferência parece subestimar um evento sísmico.
As conversas vindas da Arábia Saudita não são mais apenas boatos. O Al-Ittihad, o clube que o perseguiu intensamente no verão passado com uma oferta relatada de £150 milhões, ainda está à espreita. Eles estariam confiantes de que podem convencer o novo diretor esportivo do Liverpool, Richard Hughes, a sancionar uma mudança, possivelmente por um valor superior a £100 milhões. Essa é uma quantia ridícula para um jogador que completa 32 anos em junho, mas Salah não está exatamente mostrando sinais de desaceleração. Ele ainda liderou a equipe com 18 gols na Premier League e 10 assistências na última temporada, mesmo com uma ausência no meio da temporada devido à AFCON e uma lesão no tendão da coxa que o afastou por um mês.
**O Resgate do Rei ou o Futuro do Clube?**
A postura do Liverpool sempre foi firme: Salah não está à venda. Mas com Arne Slot agora no comando e uma nova era começando pós-Klopp, o futuro de cada jogador está, em certa medida, sendo reavaliado. O contrato atual de Salah vai até junho de 2025, o que significa que este verão é a última chance realista do Liverpool de conseguir uma taxa significativa. Se ele ficar e não renovar, ele poderá sair de graça no próximo ano. Essa é uma perspectiva brutal para um clube que se orgulha de fazer bons negócios.
E sejamos realistas, o dinheiro envolvido da Arábia Saudita é obsceno. Estamos falando de salários que fariam de Salah o atleta mais bem pago do mundo, superando até mesmo os £175 milhões anuais relatados de Cristiano Ronaldo no Al-Nassr. Para um jogador que alcançou quase tudo o que se pode imaginar no futebol europeu, esse tipo de segurança financeira para sua família, bem na sua aposentadoria, deve ser incrivelmente tentador. Ele já é uma lenda em Anfield, celebrado com cânticos de "Mo Salah, Mo Salah, running down the wing". O que mais ele tem a provar na Premier League? Ele quebrou o recorde de gols de Robbie Fowler na Premier League pelo Liverpool (128) e é o maior artilheiro do clube na Champions League (42).
**O Plano Pós-Salah**
Minha opinião? O Liverpool deveria vendê-lo se a oferta saudita estiver perto de £100 milhões. É uma decisão implacável, mas é a certa para a saúde a longo prazo do clube. Pense nisso: esse dinheiro poderia financiar duas, talvez até três, contratações de alto nível em um mercado que está cada vez mais caro. Eles poderiam trazer um substituto direto na ponta direita, como um Nico Williams do Athletic Bilbao, e ainda ter fundos sobrando para um novo meio-campista defensivo ou um zagueiro.
Claro, substituir a produção de gols e a faísca criativa de Salah é uma tarefa monumental. Nenhum jogador sozinho pode fazer isso. Mas o sucesso do Liverpool sob Slot dependerá de um esforço coletivo, de um novo sistema. Manter um superastro envelhecido que pode estar mentalmente se desligando para um último e enorme salário nem sempre é o melhor caminho a seguir, especialmente quando você pode lucrar e reconstruir. O clube já superou grandes saídas antes – Philippe Coutinho para o Barcelona por £142 milhões em 2018, por exemplo. Esse dinheiro ajudou a financiar as aquisições de Virgil van Dijk e Alisson Becker, jogadores cruciais para o sucesso subsequente.
Olha, Salah sempre será um ícone do Liverpool. Seu lugar na história está garantido. Mas às vezes, até lendas precisam seguir em frente para o bem maior da instituição. Minha previsão: Salah estará jogando na Saudi Pro League até 1º de setembro, e o Liverpool usará os fundos da transferência para trazer dois talentos ofensivos significativos, surpreendendo a todos com seu impacto imediato.