Stewart Robson não mediu palavras. Depois que o Tottenham Hotspur sofreu uma humilhante derrota por 3 a 0 contra o Nottingham Forest no City Ground em 7 de abril, o ex-jogador do Arsenal criticou o técnico dos Spurs, Igor Tudor. "Eles deveriam demiti-lo", declarou Robson na ESPN FC, um sentimento que provavelmente está ecoando em alguns pubs do norte de Londres agora. É difícil argumentar contra a frustração. O Tottenham parecia desorganizado, apático e, francamente, sem inspiração contra um time do Forest que estava lutando contra o rebaixamento apenas algumas semanas atrás.
Olha, não se trata apenas de um resultado ruim. Trata-se de um padrão. Os Spurs agora perderam pontos em três de seus últimos cinco jogos da Premier League, incluindo um péssimo empate em 1 a 1 em casa contra o West Ham em 19 de março. Aquele jogo contra o Forest, porém, foi diferente. Não foi uma derrota apertada, foi um desmantelamento completo. O impressionante chute de longa distância de Murillo aos 53 minutos quebrou o placar, então Morgan Gibbs-White dobrou a vantagem apenas três minutos depois, e Danilo fechou aos 64. Três gols em 11 minutos. Isso não é apenas um erro tático; é um colapso.
**Onde está a identidade dos Spurs sob Tudor?**
A questão é que, quando Tudor assumiu o lugar de Antonio Conte no final de outubro, havia um burburinho. O Tottenham havia acabado de vencer o Bournemouth por 2 a 1, ficando em quinto lugar na tabela, mas o futebol era monótono. Tudor prometeu um estilo de jogo ofensivo, uma pressão alta e um time que jogava com personalidade. Vimos flashes no início, particularmente na goleada de 4 a 1 sobre o Newcastle United em 10 de dezembro. Son Heung-min estava voando, Richarlison estava marcando. Mas para onde foi isso?
Os Spurs marcaram apenas cinco gols nos últimos cinco jogos do campeonato. Isso está longe do time que marcava muitos gols que vimos no início da temporada. Considere o seguinte: nos primeiros 15 jogos do campeonato sob Tudor, o Tottenham teve uma média de 2,1 gols por jogo. Nos 15 jogos seguintes, essa média caiu para 1,4 gols por jogo. Isso não é progresso; é regressão. E não é como se a defesa tivesse se fortalecido para compensar. Eles sofreram 11 gols nesses mesmos cinco jogos recentes, incluindo aquela brutal derrota por 4 a 2 para o Brighton em 28 de dezembro. Algo mudou fundamentalmente, e não para melhor.
Falando sério: a rigidez tática de Tudor está começando a parecer um problema. Ele insiste em jogar com uma linha alta, mesmo quando o elenco não é adequado para isso, e seus ajustes durante o jogo muitas vezes parecem tardios. Contra o Forest, depois de ficar atrás no placar, as substituições pareceram sem inspiração, quase desesperadas. Colocar Bryan Gil no lugar de Pape Sarr aos 65 minutos não parecia exatamente um "divisor de águas". Este elenco do Tottenham, com talentos como James Maddison, Dejan Kulusevski e Brennan Johnson, deveria ser capaz de superar um time como o Forest, mesmo fora de casa. O fato de não terem conseguido uma resposta coerente diz muito.
Minha opinião? A diretoria do Tottenham, liderada por Daniel Levy, é notoriamente paciente, às vezes até demais. Mas o humor entre a torcida está azedando rapidamente. Outra atuação como a contra o Forest, especialmente com o Arsenal vindo ao Tottenham Hotspur Stadium em 28 de abril, e o pedido de Robson pode começar a soar menos como uma previsão ousada e mais como uma profecia. Prevejo que Tudor não terminará a temporada se os Spurs perderem o North London Derby.