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Duplo Padrão do VAR: Bournemouth Consegue a Marcação, United é Prejudicado

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📅 21 de março de 2026⏱️ 4 min de leitura
Publicado em 2026-03-21 · Revisão do VAR: Por que o Bournemouth conseguiu um pênalti, mas o Man United não?

Olha, todos nós já passamos por isso. Assistindo a um jogo, gritando para a TV, convencidos de que um árbitro ou, pior, um oficial do VAR, errou tudo. O sábado no Vitality Stadium foi um excelente exemplo, servindo uma nova leva de "e se" e "como puderam" para os torcedores do Manchester United. Um empate em 2 a 2 contra o Bournemouth pareceu mais uma derrota, especialmente quando se considera a história das duas decisões de mão na bola.

Primeiro, vamos falar sobre a que foi contra o United. Por volta dos 65 minutos, com o placar ainda em 2 a 1 para o Bournemouth, Alejandro Garnacho cruzou a bola que pareceu atingir o braço do zagueiro do Cherries, Adam Smith, dentro da área. Parecia um pênalti claro. O tipo de mão na bola que você vê ser marcado semana após semana. O VAR deu uma olhada, uma breve, e ignorou. Segue o jogo. Sem pênalti. Você podia praticamente ouvir o gemido coletivo de Salford a Singapura.

Então veio o minuto 87. Este, para ser justo, foi um pouco mais ambíguo. Ryan Christie, meio-campista do Bournemouth, chutou e a bola atingiu o braço estendido do capitão do United, Bruno Fernandes. Fernandes não estava exatamente se fazendo maior, mas seu braço estava para fora. O VAR interveio, o árbitro foi ao monitor e, após uma longa revisão, apontou para a marca da cal. Dominic Solanke se adiantou, com a calma de sempre, e marcou contra André Onana para fazer 2 a 2.

A questão é: você não pode ter as duas coisas. A orientação da Premier League sobre mão na bola tem sido uma bagunça emaranhada por anos, mas esta sequência em particular parecia menos uma interpretação sutil e mais uma inconsistência flagrante. Se o contato do braço de Smith, que parecia impedir a trajetória da bola, não foi suficiente para um pênalti, então como o de Fernandes, que foi indiscutivelmente menos deliberado, foi suficiente? É um verdadeiro quebra-cabeça que deixa torcedores e treinadores igualmente perplexos. Erik ten Hag certamente parecia assim na linha lateral.

O United, para seu crédito, provavelmente não deveria ter estado nessa posição em primeiro lugar. Eles foram superados em chutes por 20 a 8 por um time do Bournemouth que encontrou seu ritmo sob o comando de Andoni Iraola, especialmente após a vitória de virada por 4 a 3 contra o Luton em março. Os Red Devils agora sofreram 51 gols na liga nesta temporada, o maior número em uma campanha de 38 jogos da Premier League. Esse é um problema defensivo que vai muito além de uma única chamada do VAR. Bruno Fernandes marcou os dois gols do United, incluindo um voleio fantástico, mas nem mesmo seus esforços puderam mascarar a fragilidade subjacente.

Ainda assim, a arbitragem os privou de uma chance de lutar por três pontos. São decisões como essas que corroem a confiança no sistema. Quando um jogador como Harry Maguire, que geralmente evita controvérsias, questiona abertamente as decisões após o jogo, você sabe que há um problema. O padrão aplicado ao possível toque de mão de Smith e ao de Fernandes pareceu drasticamente diferente, e isso não é bom o suficiente para uma liga profissional.

Minha opinião? Até que as interpretações subjetivas de mão na bola do VAR sejam completamente revisadas e simplificadas, continuaremos a ver essas inconsistências enlouquecedoras. Não se trata de acertar todas as chamadas, mas de aplicar um padrão consistente. E no sábado, o VAR falhou espetacularmente nesse quesito. Prevejo que, até o início da próxima temporada, haverá uma redefinição clara, concisa e pública da regra de mão na bola, impulsionada pela frustração generalizada de clubes e torcedores.